A fita K7 foi de extrema importância como suporte de gravação. Foi o formato que, por mais tempo, registrou a música, e também passou a ser utilizada como estética de gravação, sobretudo nos anos 90, com a fusão do analógico com o digital. Além de criar uma sonoridade única, a fita serviu para armazenamento e backup das gravações, já que os computadores utilizados na época não tinham muita memória e os sistemas de armazenamento ainda eram bastante insipientes.
Vários discos lindos, que completam 30 anos em 2026, foram gravados nesse período de transição. Dois exemplos marcantes dessas técnicas, e que carregam características fortes da sonoridade dos anos 90, são Roots, do Sepultura, e o disco Sublime, da banda homônima. Além de gravarem em fita magnética no estúdio, eles também utilizaram técnicas de estúdio caseiro, samples e gravações ao vivo de ensaios — uma verdadeira fusão entre o digital e o analógico.
A fita marcou a sonoridade de uma geração. Embora hoje esteja completamente superada pelo digital — e tudo bem —, ficam os discos e toda a produção da época. Cabe a nós, artistas do século XXI, reinventar as formas de fazer música com o computador.
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